Steam e os mods pagos: uma boa ou uma má ideia?

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O PC como plataforma de jogos sempre teve uma vantagem em relação aos consoles que considero importantíssima: a facilidade (mesmo que em alguns casos não tão fácil quanto gostaríamos) de modificarmos os games. Isso pode aumentar consideravelmente a vida útil de um título, fazer com que ele continue funcionando mesmo em sistemas mais novos e permitiu que muitos grandes sucessos sacudissem a indústria, como por exemplo o Counter-Strike, DayZ e DOTA.

Ao notarmos como alguns títulos foram amplamente alterados e até melhorados pela comunidade, casos do The Elder Scrolls V: Skyrim e mais recentemente do Cities: Skylines, é fácil perceber porque muitas pessoas preferem adquirir seus games nos computadores e porque a Valve chegou a criar uma área no Steam dedicada a essas modificações, mas agora a empresa decidiu que seria uma boa permitir que aqueles que se dedicam a essas criações lucrem com elas.

Começando com o Skyrim, caberá aos responsáveis pelas modificações decidir se cobrarão um preço fixo por elas, se deixarão os jogadores contribuírem com o valor que julgarem justo ou se elas serão distribuídas gratuitamente. Além disso, como muitos desses mods costumam apresentar vários problemas, teremos 24 horas para pedir um reembolso por qualquer coisa vendida através do Steam Workshop, garantia que deverá tranquilizar alguns.

Embora não tenha ficado claro se os responsáveis pelo jogo receberão alguma fatia das vendas, a novidade agradou alguns desenvolvedores, como por exemplo Soren Johnson, diretor do Civilization IV que chegou a dizer que este será o maior evento do ano quando se trata de games.

Porém, do outro lado desta mesma moeda está uma enfurecida legião de jogadores, que em boa parte dos casos defendem que a gratuidade dos mods é algo que está enraizada na cultura do PC e que mudar isso será péssimo, ajudando a reforçar a imagem gananciosa que a indústria adquiriu nos últimos anos.

Particularmente consigo enxergar razão e concordar tanto com quem crítica quanto com que apoia a iniciativa, pois ao mesmo tempo em que isso permitirá que algumas pessoas ganhem quantias consideráveis por seus trabalhos, poderá também limitar o acesso a muitas criações interessantes, algo não muito legal ao pensar na situação como um jogador.

A minha curiosidade no momento é ver como este “mercado” se comportará, se com o passar do tempo os jogadores acharão tão normal pagar por um mod quanto pagar pelo jogo que lhe serviu como base e no fundo acho que os bons trabalhos continuarão se destacando e sendo reconhecidos, sejam eles pagos ou gratuitos.

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