FIFA 15 e o bizarro mercado brasileiro de games

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Eu adoro jogos de futebol e como tenho feito pelas últimas temporadas, dessa vez optei novamente pela versão para PC do FIFA. O que me levou a escolher essa plataforma foram dois detalhes bastante importantes, sendo o primeiro deles o fato desta edição ter sido feita na engine Ignite, ao contrário do que aconteceu no PlayStation 3 e Xbox 360, além do preço, consideravelmente menor que nos consoles e é exatamente sobre este último aspecto que gostaria de falar.

Embora o FIFA 15 esteja disponível no Origin já há três semanas, somente a partir de hoje poderei visitar os gramados virtuais do game e isso acontecerá porque só agora recebi o meu disco do game. Mas com a distribuição digital tão acessível atualmente, por que eu acabei decidindo comprar o jogo fisicamente, você deve estar se perguntando. Eu explico.

Tudo começou quando há algumas semanas resolvi adquirir uma cópia do jogo na pré-venda e qual foi minha surpresa ao perceber que no serviço da Electronic Arts ele estava sendo vendido por R$ 99,90, um valor bem superior aos R$ 70 que eles sempre pediam. Então, só por curiosidade resolvi procurar o game em lojas físicas e vejam só, nelas ele estava pelo mesmo preço das edições anteriores, embora houvesse um porém: seu lançamento só aconteceria no dia 10 de outubro.

Eu não precisei pesar muito para chegar à conclusão de que valeria esperar um pouco para ter acesso ao jogo e nem digo isso por causa dos R$ 30 reais, mas por considerar essa diferença totalmente sem sentido e por estarmos falando de um valor que representa quase a metade do preço que acabaria pagando pelo disco.

Veja bem, estamos falando de uma versão em que eles tiveram um custo adicional de impressão, distribuição, prensagem de DVDs (são dois discos) e que mesmo assim custa muito mais barato do que aquela vendida por download, sem falar no fato de que como no Brasil o jogo é distribuído fisicamente pela Warner, imagino que a empresa ainda fique com uma parte dos lucros.

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Por mais que eu tenha tentado pensar no motivo para eles terem tomado tal decisão, ainda não consegui entender o porque do FIFA 15 estar tão mais caro no Origin e mesmo sabendo que independentemente da maneira como ele foi adquirido precisaria obrigatoriamente do serviço para funcionar, é estranho essa atitude vindo justamente de uma empresa que tem inclusive dado jogos de grande porte para ajudar na sua popularização.

Torço muito para que este tenha sido um caso isolado, que no ano que vem a EA corrija este equívoco e perceba que podem ter um resultado melhor vendendo o jogo digitalmente por menos, porém, como não achar que pode acontecer exatamente o contrário, que é o FIFA 16 custar R$ 100 tanto física quanto digitalmente?

É triste ver o mercado de games brasileiro sendo tratado desta maneira, mas eu resolvi protestar com meu bolso, não deixando de comprar o game, pois realmente queria jogá-lo, mas pagando bem menos por uma versão que, pelo menos na teoria, deveria custar mais caro.

PS: Tal discrepância nos valores também pode ser vista nos consoles, onde o FIFA 15 pode ser adquirido fisicamente por em média R$ 200 e na Live ou PSN ele está saindo por R$ 250. Qual a lógica? Pelo jeito ela não existe.

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