A história do moleque que propôs um jogo do Mario à Nintendo

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Eu sempre gostei de acreditar na ideia de que os videogames não são apenas sobre passarmos alguns minutos num mundo virtual, mas sim sobre as muitas histórias envolvendo pessoas que amam essa forma de entretenimento.

De vez em quando ficamos sabendo de um desses casos que, mesmo com a ganância de alguns executivos, os muitos erros de algumas empresas e das promessas não cumpridas, nos fazem entender porque admiramos tanto essa indústria, e a de hoje vem de um sujeito chamado Jason Venter.

Lá pelo início da década de 90, quando tinha 11 ou 12 anos, aquele moleque teve a ideia de um novo jogo para a série Mario Bros. e após elaborar um guia com 13 páginas que continha desenhos dos mapas, detalhes da jogabilidade e propostas de design para inimigos e personagens, ele resolveu enviar sua criação para a Nintendo.

O que Jason não poderia imaginar era que a empresa lhe responderia através de uma carta e vários anos após ter recebido o incentivo, ele resolveu compartilhar sua experiência através do seu blog.

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Tenho sido um fã da Nintendo e seus games há bastante tempo e esta carta (parcialmente) mostra o porque. Quando enviei a ideia não solicitada, a companhia não precisava enviar uma resposta cuidadosa e não precisava devolver meu projeto. Colocá-los em uma trituradora de papeis provavelmente teria funcionado tão bem quanto.

Ao invés disso, no entanto, a companhia elogiou minha criatividade e devolveu meu projeto para que eu não sentisse que meu trabalho foi em vão. Eu ainda tenho o projeto em algum lugar… Admiro a Nintendo ter me levado a sério e ter sido tão encorajadora, mesmo que aquilo que eu tenha recebido fosse apenas algo como uma carta preparada previamente para este tipo de ocasião.

Acho que Jason Venter está corretíssimo em sua linha de raciocínio, pois independentemente de gostarmos ou não da Nintendo, este tipo de atitude por parte da empresa pode mudar completamente a vida de uma pessoa, além de nos ajudar a perceber que do lado de lá também existem seres humanos.

Talvez a pessoa que tenha enviado esta (e possivelmente várias outras) carta nem tenha muita noção disso, mas o trabalho dela pode ter sido importante para muita gente e por isso ela merece meus sinceros parabéns.

Fonte: Polygon.

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