Quando o Space Invaders se tornou uma ameaça aos jovens britânicos


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Começo da década de 80. O mundo passava por muitas transformações e uma delas era a popularização dos videogames. Para muitos aqueles aparelhos não passavam de brinquedos, uma forma das crianças se divertirem, mas para George Foulkes, um membro do parlamento do Reino Unido, os games eram uma grande ameaça para a juventude britânica.

Vendo que o número de pessoas que passavam a se interessar pela novidade só crescia e temendo o que isso poderia causar, em 20 de maio de 1981 o político propôs um projeto de lei intitulado “O Controle do Space Invaders e Outros Jogos Eletrônicos”, que como você já deve ter percebido, tinha como principal alvo a criação de Tomohiro Nishikado.

Isso é o que acontece às nossas crianças,” defendeu Foulkes na época. “Elas matam aulas, perdem as refeições e perdem outras atividades normais para jogar ‘Space Invaders’. Tornam-se enlouquecidas, com os olhos vidrados, ficando alheias a tudo a sua volta enquanto jogam essas máquinas… Os membros que não viram isso deveriam ir a um arcade ou café em suas regiões para verem o efeito que eles tem nos jovens.

Além disso, o político também afirmou que os fliperamas estavam fazendo com que crianças desaparecem por longos períodos e até começassem a praticar crimes só para conseguir dinheiro para jogar mais um pouco, numa clara alusão às drogas.

In 1981, at the height of the moral panic over new fangled "video games", a Labour MP decided to launch crusade against this new evil. His target? Space Invaders.

Para a alegria dos britânicos, a proposta não foi aprovada, com um dos participantes a votação tendo classificado o debate como uma grande perda de tempo e outro dizendo que o Sr. Foulkes estava buscando “restringir o prazer inocente dos jovens.

Hoje o político se defende dizendo que não se arrepende da ideia e que aqueles que não viveram aquela época não fazem ideia do quão popular e viciante era o jogo em que tínhamos que defender a Terra de uma invasão alienígena. O pior de tudo é que quanto a isso o sujeito tem lá uma certa razão e se ainda hoje, mais de 30 anos após a sua proposta, temos pessoas que continuam acusando os videogames de corruptores de almas e/ou meros brinquedos de desocupados, como condenar George Foulkes por sua atitude?

Fonte: BuzzFeed