Para CD Projekt, mercado está receoso quanto a jogos mal acabados


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Nos últimos meses a indústria de games viu o lançamento de diversos títulos que apresentavam vários problemas, muitos dos quais nunca foram corrigidos. Battlefield 4, Assassin’s Creed: Unity, DriveClub… A lista é grande e com a pressão para que suas criações cheguem o quanto antes às lojas, as desenvolvedoras parecem não estar muito preocupadas em dar um polimento final aos jogos, o que pelo jeito não é o caso da CD Projekt RED.

Trabalhando atualmente no ambicioso Witcher 3: Wild Hunt, o estúdio polonês pretendia lançar o RPG no dia 24 de fevereiro, mas esta semana eles informaram que teriam que adiar os planos em 12 semanas, fazendo com que o título só seja disponibilizado em 19 de maio. O curioso é que de acordo com Adam Kiciński, presidente da empresa, os fãs não encararam a notícia como algo ruim.

Os jogadores receberam bem nossa decisão. O mercado está com medo de jogos mal polidos para as plataformas da nova geração.

Queremos acabar com a opinião de que o The Witcher 3 não existe. Ele estará pronto no final do ano, de acordo com o cronograma.  Porém, existem muitos pequenos erros, porque o jogo é enorme. Esta é a única razão por trás do atraso, nós não previmos que ele se tornaria tão grande, apenas após colocar todas as peças juntas é que ele se mostrou maior do que os dois anteriores juntos. Deixe-me lembrar vocês: é um mundo aberto não linear. Nós estamos apenas aprendendo a como jogar isso e precisamos pegar os pequenos pedaços… Nós não queremos lançar um jogo com bugs que comprometam a jogabilidade.

O executivo então admitiu que eles estão tendo que lidar com as consequências de terem anunciado a data de lançamento muito cedo, afinal o jogo deveria ter sido lançado durante a nossa primavera e como se trata de um estúdio que fez significantes melhorias nos dois capítulos anteriores, mesmo após vários deles terem sido lançados, isso pode ser o indicativo do receio que eles tem de ver um jogo tão grandioso ser massacrado por um mau lançamento.

É importante notar que, mesmo sendo tão admirada por muitas pessoas, a CD Projekt não tem a força de uma EA, uma Ubisoft ou uma Sony e por se tratar de uma companhia aberta, ver o ser principal produto sofrendo com problemas no início poderia ter um impacto muito negativo no futuro.

Na minha opinião eles tomaram a decisão correta, resta saber se o tempo adicional servirá para entregarem um jogo tão bom quanto ele tem prometido ser.

Fonte: Joystiq.

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