Governo americano passa a ver games como aliados


1 Flares Twitter 0 Facebook 0 Google+ 0 Pin It Share 1 LinkedIn 0 1 Flares ×

kids-playing

Recentemente comentei por aqui sobre como o governo dos Estados Unidos pretende utilizar os games para incentivar os estudos e de acordo com Mark DeLoura, profissional que por dois anos trabalhou dentro da Casa Branca como assessor de mídias digitais, os políticos da Terra do Tio Sam realmente passaram a enxergar os jogos eletrônicos de outra maneira.

Tendo em seu currículo passagens pela Ubisoft, THQ e Nintendo, o sujeito revelou que o evento que serviu como início de tal mudança foi o Massacre de Sandy Hook, quando um adolescente entrou em uma escola e matou 27 pessoas. Aquilo fez com que várias pessoas ligadas à indústria participassem de uma reunião na sede do poder americano e conseguissem abrir os olhos dos políticos.

Minha conclusão após estar na Casa Branca é de que existe um interesse em ver se os games podem ser utilizados para enfrentar os desafios sociais,” declarou DeLoura. “Este é o interesse primário nos games. Temos visto outras modalidades em outras mídias tendo um impacto em diferentes maneiras ao longo do tempo conforme aprendemos a como utilizá-las para ensinar as pessoas ou a expressar conceitos. Os jogos podem fazer isso? Se eles não estão fazendo isso, como podemos fazer com que façam? Se eles estão fazendo pouco, poderiam fazer mais? Como podemos encorajar isso?

Considero tais questionamento realmente muito importantes, mas me incomoda perceber que pelo menos publicamente são poucas as pessoas que os tem feito. Eu sempre defenderei os games como potencias ótimas ferramentas de difusão cultural e de auxílio ao ensino, mas será que existe um razoável número de pessoas ligadas à indústria que estão dispostas a aproveitá-los dessa maneira?

Segundo DeLoura, outro problema está na cobertura da imprensa, que sempre parece mais interessada em dar ênfase às histórias negativas e que os benefícios trazidos pelos games normalmente ficam relegados a veículos de menor relevância.

A expectativa do ex-assessor da Casa Branca (e a minha também) é de que aos poucos esse cenário comesse a mudar, com as pessoas percebendo que os videogames podem servir para muitos outros propósitos além de apenas divertir e saber que alguns políticos estão percebendo isso já é um bom sinal.

Fonte: GamesIndustry.