EFF propõe que jogos online possam ser ressuscitados por terceiros

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City of Heroes, um dos muitos MMOs “mortos em ação”.

Como alguém que sempre defendeu a manutenção da história dos games e a possibilidade de jogar qualquer título quando sentirmos vontade, nunca me cansarei de lamentar os anúncios de morte de jogos online ou até mesmo de modos que só podem ser aproveitados desta maneira.

É compreensível que as empresas não tenham interesse financeiro em manter funcionando os servidores de títulos que poucos jogam, mas não seria bom se tivéssemos a opção de abrigarmos as partidas online? Pois a Electronic Frontier Foundation deu início a uma campanha que tem como objetivo tornar legal a modificação de games cujas porções online deixaram de funcionar.

Através de uma petição enviada à Biblioteca do Congresso e ao Escritório de Direitos Autorais dos Estados Unidos, a organização acredita que se tais títulos foram “abandonados” por seus criadores, deveria ser considerado legal fazer com que tais criações voltem a funcionar, fazendo com que não tenhamos que nos preocupar com o futuro de jogos que só funcionam se estivermos conectados.

Tal iniciativa é importante também por teoricamente nos garantir acesso a aqueles jogos que hoje só podem ser aproveitado após os ativarmos online, já que quando os servidores que fazem essa verificação foram desligados, até quem pagou por eles perderá o acesso.

Muitas pessoas poderão olhar para a proposta da EFF como algo irrelevante, com o qual só deveríamos nos preocupar daqui a alguns anos, mas não podemos esquecer que o número de títulos que funcionam apenas online está crescendo consideravelmente e as notícias de jogos que perderam seus modos multiplayer se tornaram bastante comuns, inclusive para criações que nem são tão antigas.

Hoje vemos alguns grupos tentando contornar o problema e na visão da Electronic Frontier Foundation, o que eles estão fazendo de forma alguma estaria prejudicando a indústria, podendo até mesmo fazer com que os jogos atendidos se fortaleçam, já que os compradores saberiam que eles funcionariam por muito mais tempo.

No fundo eu gostaria que essa iniciativa partisse das próprias desenvolvedoras, que poderiam muito bem disponibilizar ferramentas que tornassem a utilização de servidores de terceiros algo o mais simples possível, mas a inciativa é louvável e tomara que os responsáveis pela decisão tenham a sensibilidade de perceber que estamos falando de preservar a história de uma mídia.

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